RELAÇÕES HORIZONTAIS.

No mundo corporativo as influências mais preponderantes no relacionamento humano se concentram nas relações verticais.

Dessas relações resulta a parte central do nosso papel nas Organizações, ora como senhores do destino funcional de nossas equipes, ora como servos dos cargos que nossos gestores desenham para nós.

Somos influenciados de cima e influenciamos para baixo, mas pouca participação nos tem sido demandada no sentido horizontal.

Nos relacionamentos horizontais as partes são igualmente autoras e responsáveis e as relações se estabelecem por negociação, interesse mútuo, propósitos comuns e pactos e não por autoridade e obediência.

No entanto, parece que preferimos mandar e obedecer a ter que nos expor ao risco de construir relacionamentos autorais horizontais que se fracassarem envolverão a todos como responsáveis, até prova em contrário.

Mesmo nas relações da vida privada, cada vez mais fugimos de relacionamentos que dependam unicamente da expressão autêntica de nossas vontades e buscamos socorro e “validação” em regras sociais já estabelecidas, nos hábitos de consumo ou em um mantra qualquer de convivência para presidir nossos interesses e justificar nossas escolhas. 

Abdicamos da autoria de nossas opções para seguir opções pré-escolhidas pelo senso coletivo do que é mais vantajoso. Não se trata de escolher entre o certo e o errado, mas entre o melhor e o mais vantajoso, principalmente para atender às expectativas dos outros a nosso respeito.

A perda da autoria faz com que o significado e o propósito do que fazemos também se percam. O protagonismo cede lugar ao alinhamento incondicional e conveniente.

A perda da autoria nos faz perder a autoridade de viver com autonomia.

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